Entre quatro paredes, um cheiro, um desejo.
Entre metros quadrados, um processo uma espera.
Sobre noites escuras, sonhos arbitrarios de um momento esperado.
Quando tudo clarea, a noite se deita, enquanto por entre meu pranto descanço meu sonho.
Acordo com meu cheiro, antes denominado teu.
Encontro-me em meu mundo, vendada, deslumbrada, desnoteada.
Dia claro, sol enrradiado, oculos escuros, um caminho sem rumo.
Uma sombra, uma luz, meu gosto, um sorriso, um abraço.
Um toque, um suspiro, um pensamento, descontentamento.
Porque, em que, do que, ja que, me quer?
Sem risos, sem beijos, se foram os desejos.
Tuas costas, um olhar de canto, uma leve mexida de boca, um falso sorriso, ainda meu destino.
Um ciclo inconstante, uniforme, paralelo, complexo, involuntario, incontrolado, um ciclo.
Repetindo intimamente meu cheiro, que antes era teu.
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